Maps to the Stars (Mapa para as Estrelas) – 2014

2014 é o ano de Julianne Moore! Além do ótimo Still Alice, Maps to the Stars (Mapa para as Estrelas, no Brasil) conta com uma interpretação de gala, que também salva este longa de um desastre total pelo roteiro confuso e sem sal.

Julianne Moore é Havana Segrand, uma atriz completamente problemática que vê a chance de dar a volta por cima ao interpretar no cinema o mesmo papel que deu para sua mãe o Oscar na década de 1950. Com ajuda do terapeuta Stafford Weiss (John Cusack), Havana tenta vencer seus medos, especialmente o abuso que sofreu quando era criança.

Junto com a história da atriz, o roteiro explora a turbulenta ascensão de filho de Stafford, o garoto Benjie (Evan Bird), que virou estrela de uma franquia juvenil muito cedo e entrou para drogas aos treze anos de idade. Em uma crítica indireta às estrelas que perdem a cabeça após fazer alguns filmes de sucesso, o diretor David Cronenberg busca conciliar a trajetória de Benjie em paralelo com sua irmã, a esquizofrênica Agatha Weiss (Mia Wasikowska), que chega em Hollywood para trabalhar para Havana após um período reclusa em uma instituição mental por incendiar a casa de sua família. Seu romance com Jerome (Robert Pattinson) é a chave que une todos os personagens.

Curiosamente, o filme foi concebido como um drama que explorava o lado negro de Hollywood. Mas o resultado, carregado de piadas internas, trouxe um humor negro tão forte e marcante que foi o suficiente para os produtores inscreverem Moore como candidata a melhor atriz em um filme “de comédia”. A ruiva impressiona pela desinibição – que já se tornou uma característica de sua interpretação – dando um traço ímpar a sua personagem cheia de conflitos internos. Premiada em Cannes por sua atuação, alguns críticos creem que Moore tem condições de também ser nomeada ao Oscar de melhor atriz por este papel, opinião da qual não compartilho. Ainda tenha atuado muito bem, a Academia não compactua com tal ideia. Mas tudo bem, Moore com certeza vai levar o prêmio de melhor atriz por Still Alice.

Infelizmente parece que Cronenberg – que conquistou uma legião de fãs por conta de alguns bons filmes com orçamentos mínimos – perdeu a mão neste caso por não ser nem um pouco familiar com comédias. Em seu primeiro filme rodado nos Estados Unidos, ele sofreu vários golpes durante sua produção: além do cronograma não ser cumprido, o realizador viu suas principais opções para os papéis principais (Viggo Mortensen e Rachel Weisz) rejeitarem o projeto por conta dos atrasos para a liberação de recursos. Maps to the Stars encerra com uma tentativa desesperada de Cronenberg ao tentar repetir alguns de seus sucessos ao fechar o filme com um ato inesperado aliado a uma boa dose de melodrama. Não funciona e deixa muito a desejar.

NOTA: 5/10

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