10×10 – 2018

Thrillers estadunidenses de baixo orçamento que conseguem financiamento para produção têm dois desafios: o primeiro deles é conseguir visibilidade e parceria de alguma distribuidora para levar o produto ao maior número de pessoas possíveis, obviamente. Essa tarefa tornou-se mais fácil com o crescimento dos serviços de streaming, por sinal. O outro, bem mais complicado, é convencer o espectador que a narrativa proposta é original. Digo isso pelo fato de que os thrillers dos EUA mantém um padrão desde as últimas duas décadas de tentar iludir o público ao abusar de plot twists. 10×10, longa de estreia de Suzi Ewing, infelizmente deixa muito a desejar neste quesito.

Cathy (Kelly Reilly) está sendo observada por Lewis (Luke Evans). Ele acompanha a rotina da mulher e decide sequestrá-la a luz do dia. O motivo desta atitude extrema é revelado aos poucos, na medida em que Cathy revela sua identidade verdadeira e Lewis cobra explicações sobre fatos do passado.

10×10 curiosamente não faz jus ao seu título. As poucas cenas no local onde Cathy fica presa são rápidas – mantendo o ritmo proposto no filme – e não criam um vínculo que possa, de alguma forma, expressar a angústia e o próprio drama pessoal da moça. Neste caso, a experiência única de Room acaba gerando uma escala de comparação desigual.

O desenvolvimento da história não ocorre de maneira satisfatória, infelizmente. Todo planejamento e estudo de Lewis acaba sendo colocado no lixo em nome de uma continuidade grosseira. Os 88 minutos de duração parecem longos demais para o que foi apresentado aqui.

NOTA: 4/10

IMDb

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