Sand Castle – 2017

As invasões americanas no Iraque e no Afeganistão retratadas nas telas do cinema nos mostram duas perspectivas diferentes sobre o tema: a primeira é a de aceitar que a ideia de ‘guerra ao terror’ do Presidente W. Bush na verdade foi uma falácia com objetivos secundários que não eram expostos ao exército; por outro lado, temos filmes como Sand Castle, da Netflix, que passa a imagem do americano como o perfeito guardião do destino manifesto, como se tivesse a missão de doutrinar culturas consideradas menos relevantes.

É uma pena que a produção dirigida por Fernando Coimbra opte por tal caminho, já que o elenco é excelente e a ambientação é digna de uma produção do mais alto nível. O problema é que o roteiro não ajuda em um pouco: escrito por Chris Roessner (que coloca suas próprias experiências na guerra), a narrativa segue o batalhão comandado pelo Sargento Harper (Logan Marshall-Green)— que coloca soldados para concertar a instalação de água que foi danificada durante um ataque dos americanos. O foco, no entanto, está no recruta Matt Ocre (Nicholas Hoult), que sofre com os horrores da guerra.

Vários tópicos interessantes e válidos dão as caras: mas infelizmente as diferenças culturais, os ataques sofridos pelos americanos, o problemático governo iraquiano e a relação com o colaboracionismo ficam em segundo plano, dentro da proposta geral de acompanhar o sofrimento dos americanos.

Sand Castle rola os créditos e deixa ao espectador uma incrível sensação de frustração. É apenas mais uma história de guerra – com propostas de reflexões muito rasas – com um resultado final extremamente genérico.

NOTA: 5/10

IMDb

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