Kubo and the Two Strings (Kubo e as Cordas Mágicas) – 2016

A Laika é a produtora de animação que mais cresce no mundo – tanto na bilheteria quanto no prestígio. Desde o sucesso de Coraline, a qualidade do stop-motion apenas cresceu, com um forte investimento de pessoas que apostaram na proposta de Phil Knight. Kubo and the Two Strings (Kubo e as Cordas Mágicas, no Brasil) é a primeira animação ‘hollywoodizada’ do estúdio, com um impecável trabalho que mantém o orçamento de 60 milhões de dólares.

“Se você for piscar, pisque agora”. O aviso é feito na introdução. No Japão antigo, o mundo mágico de Kubo (voz de Art Parkinson) aos poucos ganha contexto a partir de sua história de vida. Com uma imensa imaginação, ele entra em uma jornada para descobrir detalhes sobre os mistérios de sua família com uma macaca (Charlize Theron) e com um bem humorado samurai (Matthew McConaughey).

O diretor Travis Knight apresenta um nível de qualidade visual impressionante. O público muitas vezes não tem a noção da dificuldade de produzir um stop-motion deste calibre (talvez o making off ajude um pouco neste sentido). São tantos detalhes – e tudo é feito com tanta segurança – que chega a ser desleal estabelecer um parâmetro de comparação com qualquer animação da Pixar ou Disney, já que temos duas técnicas inversas.

Kubo and the Two Strings é uma animação que deve disputar o Oscar com grandes chances de vitória. A Laika sabe muito bem construir suas produções – a impecável trilha de Dario Marianelli é prova disso – mas ás vezes aposta cegamente que o público abrace sua proposta narrativa. Ao invés de voltar suas atenções para as crianças, Kubo toca em assuntos como morte, memória e luto, puxando para uma audiência mais madura.  Nas cenas finais, Kubo implora por um desfecho feliz. A impressão final é de que a Laika tem tudo para marcar história dentro do gênero, mas muitas vezes dúvida de seu próprio potencial para manter clichês do gênero. Qualidade e potencial não faltam.

NOTA: 7/10

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