Entrevista com Damián Szifrón (parte I)

Primeira parte: entrevista de Waldemar Dalenogare Neto feita no encontro organizado pela Academia no tapete vermelho com as equipes dos longas indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro – 20 de fevereiro de 2015.

Waldemar (W): Damián, Relatos Selvagens é um sucesso absoluto de crítica. Quebrou vários recordes na Argentina, é aclamado no mercado latino e está na primeira semana de lançamento aqui nos Estados Unidos. Sente algum tipo de pressão para o próximo filme?

Damián Szifrón (DS): (risos). Ah, tens razão. Agora o mundo olha para mim esperando meu próximo passo. É uma responsabilidade que carrego com muito orgulho.

W: De onde surgiu a ideia para Relatos Selvagens? Como se deu o processo de escrita?

DS: Bom, minha carreira diz muito sobre o quão importante esta película foi pra mim. Dentre 2002 e 2006 fiz dois filmes e duas séries. Após finalizar estes trabalhos, me sentei e comecei a escrever. Escrevi um western, uma história de amor e até mesmo ficção científica, projetos que até hoje estão comigo. Foi um período muito rico para mim, vários aprendizados e vários lapsos criativos. Decidi tomar nota destes lapsos e escrever uma série de relatos – curtos, por sinal. Foi dai que surgiu a ideia de juntar toda esta selvageria em um filme.

W: O título é incrível, pois é o elo de ligação entre todas as histórias. Qual foi a inspiração?

DS: Boa pergunta! Bom, eu tinha toda a película pronta. Tinhas as histórias prontas. E tinha uma pergunta. Como chamar isto? Como promover seis histórias sem conexão? Posso dizer que, do nada, surgiu a expressão “Relatos salvajes” – e aí não tive dúvida de coloca-lá no título.

W: E sobre Hollywood? Soube que já houve aproximação de alguns produtores daqui.

DS: Sim, é verdade. Já falamos com algumas pessoas, já apresentei vários projetos. Tudo pode acontecer, temos vários atores excelentes por aqui com quem gostaria de trabalhar.

W: Podes dar uma pista sobre estes atores?

DS: (risos) Ah, mas isto é segredo de Estado. Não posso falar nada mesmo!

W: Qual a sensação de ser indicado ao Oscar?

DS: Me sinto privilegiado. Digo que já sou um vencedor, pois estou dividindo as honras desta categoria com quatro mestres do cinema. Não posso pedir nada melhor, tenho muita sorte e só posso agradecer a equipe, aos atores e a todos os produtores por este sucesso.

Continua.

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