Triple Frontier (Operação Fronteira) – 2019

Depois de quase dez anos engavetado pela Paramount, Triple Frontier (Operação Fronteira) finalmente conseguiu financiamento e entra no catálogo da Netflix. O thriller dirigido por J.C Chandor conta com grande elenco, mas escorrega no ato final. Até que a premissa é interessante no papel – e, antes do lançamento, alguns citaram que a inspiração para o projeto seria The Treasure of Sierra Madre, o que soa estranho após a conclusão do filme.

Na tríplice fronteira, um traficante esconde um cofre com pelo menos 75 milhões de dólares. Uma informante acaba auxiliando Santiago Garcia (Oscar Isaac) – e revela o paradeiro da fortuna. Para conseguir  formular uma missão de sucesso, ele chama velhos conhecidos – Davis (Ben Affleck), William (Charlie Hunnam), Ben (Garrett Hedlund) e Morales (Pedro Pascal) – e todos formam um pacto para sair da América do Sul milionários.

J.C Chandor segue a fina linha entre dinheiro e ética, anteriormente trabalhada em A Most Violent Year. O problema aqui, no entanto, está na construção do ato final. As cenas de ação são pausadas e espaçadas, o que deixa o arco narrativo mais aberto para explorar a motivação e a vida pessoal de cada um dos homens desta missão. Ainda que tudo seja feito de forma superficial – especialmente no caso do personagem de Affleck – seria compreensível do ponto de vista técnico deixar esses espaços no roteiro, já que estamos tratando de um filme sem grandes pretensões.

Em suma, a fórmula da “última grande missão” mostra claros sinais de esgotamento, e Chandor sabe disso ao tentar criar um final imprevisível – mas, ainda assim, fraco. Por este motivo, apenas considerando este longa como adição de catálogo, Triple Frontier é uma opção interessante. Fora isso, o filme apresenta falhas na condução, uma atuação pouco inspirada de Ben Affleck – longe de seus melhores dias – e ainda deixa espaço para uma possível continuação no futuro. Resta saber os planos da Netflix.

NOTA: 6/10

IMDb

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