Solo (Han Solo: Uma História Star Wars) – 2018

Pensei que nunca iria escrever na minha vida que um filme relacionado a franquia Star Wars foi um fracasso de bilheteria. Solo: A Star Wars Story (Han Solo: Uma História Star Wars, no Brasil), mostra que o hype ainda é essencial para levar o público ao cinema – e eu realmente espero que a Disney reveja seu posicionamento de mercado após este caso.

Com direção de Ron Howard, o longa parecia comprometido antes mesmo de seu lançamento: poucos foram os fãs que aprovaram Alden Ehrenreich como Han Solo. Quando o público questionava sobre a falta de material publicitário poucos meses antes do lançamento, vazamentos apontavam um drama na produção – com um aparato enorme montado para reorganizar o filme – desde a contratação de um coach de atuação para Alden até a demissão de Phil Lord e Chris Miller – escolhidos pela Lucasfilm como diretores para dar um ar despojado ao filme – algo que obviamente não deu certo.

Se a história que Solo propõe pode até ser avaliada de forma positiva, o mesmo não se pode dizer do desenvolvimento – lento, amarrado e com pouca originalidade.

O jovem Han (Alden Ehrenreich) comete pequenos crimes no planeta Corellia junto de sua namorada, Qi’ra (Emilia Clarke). Mas eles acabam se separando por motivo de força maior graças a interferência do Império e da Crimson Dawn: enquanto ela acaba servindo o criminoso Dryden Vos (Paul Bettany), Han entra no serviço militar e logo deserta.

Avançar mais aqui seria entrar em spoilers que podem comprometer o filme para quem ainda não viu, já que existem algumas (poucas) surpresas. Mas dentre todas críticas que podem ser feitas, seja pelo protagonista fraco e perdido ou pela montagem, que deixa clara a confusão do filme, um reconhecimento também deve ser feito: Solo busca uma história nova, talvez até dando algumas respostas para perguntas que sempre rondaram o pensamento dos fãs, mas sabe aproveitar de forma respeitosa o contexto e os personagens envolvidos, desde Lando Calrissian até a Millennium Falcon e Chewbacca. É claro que podem ser feitas restrições criativas ao uso destes, mas a essência de cada um é a mesma que conhecemos e ficamos próximos em outros filmes.

Indicado ao Oscar de melhores efeitos especiais, este é justamente o ponto de maior destaque do filme. Segue o padrão das produções recentes da franquia, com um altíssimo nível de qualidade nesta área. O trabalho sonoro também me agradou bastante.

A grande pergunta que fica aqui, no entanto, diz respeito a própria série Star Wars no cinema: Solo não seria um indicativo de esgotamento pelos sucessivos lançamentos recentes? Fico curioso para ver como a Disney e a Lucasfilm irão lidar com os projetos de trilogias de Benioff-Weiss e Rian Johnson após o lançamento do Episódio IX, no final de 2019.

Acredito que a grande missão de Howard não era fazer de Solo um grande sucesso, mas sim evitar um catástrofe maior. Dependendo do ponto de vista, a tarefa pode ser considerada um sucesso parcial: o filme não é tão ruim – faltou apenas um engajamento maior, motivo pela vergonhosa arrecadação final.

NOTA: 5/10

IMDb

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