The Hurricane Heist (No Olho Do Furacão) – 2018

The Hurricane Heist (No Olho Do Furacão, no Brasil) é forte concorrente para ser o pior filme lançado em 2018. Absolutamente tudo que envolve o longa de Rob Cohen é problemático. E quando falo isso também afirmo que nem mesmo os efeitos especiais – que foram essenciais para dar gás na distribuição internacional do filme – são bons. A carreira de Cohen é composta por vários filmes de orçamento limitado que até conseguem bons números de bilheteria, mas que na sua essência são ruins. Ao longo dos anos ele abraçou a ideia de ser um diretor que explora vários gêneros e que não tem medo de propor essa mistura. Em Hurricane Heist testemunhamos um drama com fundo em um filme de desastre, que tenta engajar cenas de ação e que tem em sua conclusão tomadas de aventura. É óbvio que a história, com tantas mudanças de rumo, fica de lado.

A proposta do filme é evidenciada no título, e não existe nada que tente dar credibilidade ao roteiro. Os irmãos Will (Toby Kebbell) e Breeze (Ryan Kwanten) se encontram após vários anos para conferir a passagem de um furacão categoria 5 em Gulfport. Quem também chega na cidade é Casey (Maggie Grace), agente federal responsável pelo transporte de três caminhões cheios de notas que estão sendo tiradas de circulação. Quando um grupo planeja tirar proveito da tragédia climática para levar o dinheiro, avaliado em 600 milhões de dólares, cabe a Casey armar uma resistência, trabalhando com os irmãos.

Na década de 1990, o conceito “dumbfun” foi amplamente utilizado para descrever filmes tolos que ainda assim traziam uma dose de entretenimento, seja pelos efeitos utilizados ou pela proposta geral da trama. The Hurricane Heist, no entanto, é uma perda total de tempo: não existe uma linha de raciocínio lógica; o assalto segue clichês do gênero e, portanto, não promove nenhuma surpresa; os personagens não tem profundidade alguma, sendo que todos os protagonistas lutam por dramas pessoais do passado que não adicionam nada ao filme; e a contextualização é bizarra, como se a cidade de Gulfport fosse na verdade um país isolado com suas próprias leis.

Como citei na introdução, o filme ganhou interesse das distribuidoras por conta de duas ou três cenas que foram alocadas no trailer para promover os efeitos especiais. No entanto, esses são dignos de pena, tendo em vista a evolução da computação gráfica no cinema. Em determinadas ocasiões, como no encerramento, os esforços do elenco para tentar demonstrar algum tipo de emoção real esbarram no chroma key.

Tantos projetos bons no cinema nunca ganham espaço pela falta de financiamento. É uma pena ver que filmes como The Hurricane Heist existam com o único propósito de caça níquel.

NOTA: 2/10

IMDb

 

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