Gold (Ouro) – 2016

Gold (Ouro, no Brasil) é mais um filme que teve um lançamento muito abaixo do esperado. Os motivos são vários: péssimo posicionamento na janela de lançamento, falta de indicações e baixa visibilidade. Dirigido por Stephen Gaghan, a produção erra ao colocar tentar buscar seu espaço a partir da combinação de elementos de The Wolf of Wall Street e American Hustle.

A história é adaptada do escândalo que tomou conta dos noticiários da década de 1990, período no qual o filipino Michael de Guzman apresentou supostas provas do que dizia ser o maior depósito de ouro do mundo, na Indonésia. Após fazer uma parceria de exploração com o conglomerado canadense Bre-X, de Guzman foi desmascarado – e o caso até hoje é discutido por conta das teorias da conspiração que surgiram com o advento da internet.

Acredito que os roteiristas Patrick Massett e John Zinman decidiram ambientar Gold na década de 1980 para evitar problemas legais e para abrir mais espaço para Matthew McConaughey desenvolver seu personagem. A história é voltada para Kenny Wells (McConaughey), o primeiro investidor que “descobriu” o potencial da mina de Guzman (no filme o personagem chama-se Acosta e é intepretado por Edgar Ramírez). Após quase perder o négocio da sua família, Wells convence a todos de que o negócio tem muito potencial e seria a fonte de riqueza e prosperidade para todas as gerações futuras.

O filme apresenta boas tomadas que mostram o difícil trabalho em torno da prospecção – ainda mais em um país como a Indonésia. A busca por surpreender o espectador com uma grande surpresa (que é a cartada final de Gaghan) não convence, já que o direcionamento da narrativa não é conduzido de forma satisfatória.  Gold trata da busca desenfreada pelo ouro – e pelo sonho americano. Ainda que a proposta no papel seja interessante, o filme deixa muito a desejar – o que é uma pena, já que o desempenho de McConaughey é excelente.

NOTA: 6/10

IMDb

Comments

comments

Deixe uma resposta