Apostas para o Independent Spirit Awards 2016

Se existe uma grande reclamação em torno da falta de diversidade no Oscar, o mesmo não pode ser dito do Spirit Awards. Mais uma vez os membros da Film Independent tiveram uma ótima seleção de longas. Como membro da instituição, em 2016 participei pela primeira vez da votação. Abaixo, deixo os palpites seguidos de meus votos:

Melhor filme:

Quem irá vencer: Spotlight – Uma produção digna de vencer a categoria principal da noite!  Um filme completo, com um ótimo elenco e roteiro instigante.

Meu voto: Não tive a mínima dúvida ao votar em Tangerine. É o espírito do cinema independente. Apesar disso, é o filme com menos chance dentre todos os indicados.

 

Melhor diretor:

Quem irá vencer: Tom McCarthy, por Spotlight: Mantém a coerência da premiação principal, algo que geralmente ocorre no Spirit Awards. Em meio a um elenco superestrelado, McCarthy foi responsável o suficiente para tomar ótimas decisões.

Meu voto: E mantendo minha coerência pessoal, votei em Sean Baker, de Tangerine. Impressionante o trabalho feito com apenas 100 mil dólares!

 

Melhor ator:

Quem irá vencer (e meu voto): Abraham Attah, por Beasts of No Nation – Após o esnobe absurdo da Academia à produção do Netflix, tenho absoluta certeza de que os membros da Film Independent devem reconhecer a excelente produção. O jovem Attah teve um papel extremamente difícil, e conseguiu entregar uma atuação de primeiro nível;

 

Melhor atriz:

Quem irá vencer: Brie Larson, por Room. Como venho dizendo, ela é a alma de Room. Levou pra casa todos os prêmios possíveis até agora. Não deve ser diferente.

Meu voto: Cate Blanchett, por Carol.  Em um romance tão delicado, Cate foi excepcional. Reconheço também a grande atuação de Larson, mas Cate esteve um passo acima.

 

Melhor ator coadjuvante:

Quem irá vencer (e meu voto): Idris Elba, por Beasts of No Nation. Os problemas da Academia com o Netflix não podem servir de motivo para deixar de lado uma das atuações mais incríveis do cinema independente deste novo milênio.

 

Melhor atriz coadjuvante:

Quem irá vencer: É a disputa mais aberta da noite. Acredito que boa parte dos meus colegas da Film Independent devam votar em Jennifer Jason Leigh, por Anomalisa, mas realmente espero que Tangerine possa levar este prêmio com a maravilhosa Mya Taylor.

Meu voto: Mya Taylor, por Tangerine.

 

Melhor roteiro:

Quem deve ganhar (e meu voto): Spotlight. Por ser um roteiro original, ganha ainda mais crédito. Deixa o espectador com várias perguntas.

 

Melhor primeiro roteiro:

Quem deve ganhar (e meu voto); Room. Emma Donoghue, autora do livro base, teve a competência de saber fazer a transição para as telas do cinema com calma, sabendo exatamente onde cortar e adicionar pontos chaves de sua incrível história.

 

Melhor fotografia

Quem deve ganhar: Carol. Ed Lachman é um veterano de Hollywood, com excelente rede de contatos. Carol não é seu melhor trabalho, mas deve ser responsável pelo seu segundo prêmio na categoria (já venceu com Far from Heaven).

Meu voto; Beasts of No Nation. Considero as cenas do país africano fictício captadas por Fukunaga impressionantes, já que ditam o tom perfeito para o longa. Corre for fora.

 

Melhor edição:

Quem irá vencer: Spotlight. Sem dúvidas o filme preferido pelos colegas da Film Independent, aquele que tem potencial para deixar legado.

Meu voto; It Follows. Neste caso, um voto de reconhecimento a um filme de pequeno orçamento, que conseguiu manter o alto nível em toda sua exibição, graças a maravilhosa edição.

 

Melhor filme estrangeiro:

Quem deve ganhar (e meu voto): Son of Saul. Unanimidade!

 

Melhor documentário

Quem deve ganhar (e meu voto): The Look of Silence.

 

Melhor primeiro filme:

Quem deve ganhar: Diary of a Teenage Girl.

Meu voto: Manos Sucias.

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