Me and Earl and the Dying Girl (Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer) – 2015

Richard Roeper me recomendou assistir o quanto antes o filme Me and Earl and the Dying Girl (Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer, no Brasil). Ele teve a oportunidade de acompanhar o longa – que ganhou o selo da Fox Searchlights – logo na sua primeira exibição em Sundance, e pareceu extremamente surpreendido com a qualidade deste filme independente dirigido por Alfonso Gomez-Rejon (mais conhecido pelo seu trabalho em American Horror Story). Recebi a cópia da Film Independent recentemente e, apesar de concordar que o andamento da história é inovador, ainda assim devo mencionar que ela está atrelada em uma série de clichês, muito por conta da homônima escrita por Jesse Andrews, alvo desta adaptação cinematográfica.

Thomas Mann estrela como Greg, um estudante de ensino médio que passa seu tempo livre fazendo paródias de filmes clássicos com seu melhor amigo, Earl (RJ Cyler). Sua mãe o pressiona para visitar Rachel (Olivia Cooke), sua colega de classe que foi diagnosticada com leucemia. Apesar de não serem amigos, aos poucos os dois criam uma bonita relação, ao mesmo tempo que a saúde da menina vai ficando cada vez mais frágil.

As comparações com The Fault In Our Stars são justas: os dois filmes abusam do melodrama para buscar uma lágrima no espectador e avisam previamente sobre fatos que não vão ocorrer – só que os mesmos acontecem com um desfecho diferente, recurso normal neste gênero. O grande ponto positivo do filme é saber explorar como poucos o hobby pelo cinema dos dois meninos com a tentativa de tornar Rachel um pouco mais feliz. Os minutos finais reservam uma grande surpresa – o mundo privado construído por Rachel em seu quarto é realmente interessante e deve emocionar milhares de espectadores ao longo do mundo na medida em que a Fox lançar este longa no mercado.

Com boas atuações de um elenco promissor, Me and Earl and the Dying Girl sofre pela indecisão e pela necessidade extrema de seguir o livro ao pé da letra. Isto causa uma confusão no espectador – com toda razão, por sinal. A tentativa do filme de brincar com a morte, por mais que pareça natural por conta da adaptação da obra de Andrews, não é original e deixa a sensação de uma história incompleta.

NOTA: 6/10

IMDb

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