All Good Things (Entre Segredos e Mentiras) – 2010

Com o recente caso da prisão de Robert Durst, o longa All Good Things (Entre Segredos e Mentiras, no Brasil) retomou a atenção do grande público nos Estados Unidos. O filme de 2010 – que teve um lançamento limitado e foi um vexame catastrófico na bilheteria dos EUA – foi o ponto de partida para uma estranha amizade de Robert Durst com o diretor Andrew Jarecki – que culminou em uma das mais chocantes minisséries da história da TV americana – The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst.

David (Ryan Gosling) e Katie (Kirsten Dunst) formam um casal atípico. Ele é filho de um dos maiores especuladores imobiliários dos Estados Unidos (Frank Langella). Ela é uma simples mulher atrás da felicidade e de uma casa cheia de filhos. Em meio a pressão de seu pai para seguir seus passos e frente a diárias brigas com sua esposa, David, ainda traumatizado por casos de sua infância, decide tomar uma atitude extrema, que, mais tarde, acaba envolvendo a morte de três pessoas.

Infelizmente a decepção do filme está na falta de profundidade do personagem principal. E não me entendam mal: a culpa não é de Ryan, mas sim da construção da história, que toma uma série de opções no mínimo questionáveis. Dunst dá um bom suporte, mas também não chega nem perto de seu potencial – tornando-se em mais uma vítima desse caos.

Durst é um homem complexo, que tomou decisões surpreendentes. Mas por nem um segundo o filme deixa o espectador apreensivo, já que tudo é resolvido de forma linear, sem mistério algum.

A parte da relevância do caso, All Good Things não consegue sobreviver com suas próprias pernas. Mesmo com o empurrão recente e a solução dos casos apresentador por Jarecki, a boa atuação de Gosling não é o suficiente para manter o alto nível. Falta articulação no roteiro – e a péssima edição faz com que o longa seja apenas um punhado de cenas reunidas sem qualquer preocupação com o conteúdo final.

NOTA: 5/10

IMDb

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