Parkland (JFK, a História Não Contada) – 2013

John Fitzgerald Kennedy. Além de ser um dos presidentes mais populares da história dos Estados Unidos durante seu mandato, sua morte o tornou um mártir político. Seu assassinato em Dallas, na ensolarada tarde de 22 de novembro de 1963, foi apenas o começo do crime mais discutido na literatura. Uma geração inteira foi marcada pela surpresa do anúncio da morte de JFK -e, assim como nós criamos uma memória coletiva a partir do 11 de setembro de 2001 – aqueles que acompanharam de perto o desenrolar da história certamente têm algum tipo de lembrança quanto o que estavam fazendo. Parkland é um filme feito na ocasião dos cinquenta anos da morte de Kennedy – e tinha a pretensão de se tornar o filme definitivo sobre estes acontecimentos mencionados.

Não é nenhuma surpresa mencionar que existe uma gigantesca corrente nos Estados Unidos (que já são mais da metade da população) que acreditam que Lee Harvey Oswald não atuou sozinho. Antes que você deixe se enganar pelo péssimo título deste filme aqui no Brasil, saiba que Parkland tem como base a obra de Vincent Bugliosi, sem sombra de dúvidas a mais relevante para aqueles que acreditam cegamente na Comissão Warren. Por isso, Parkland nada mais é do que a perfeita recriação da história oficial (por isso o ‘história não contada’ do título brasileiro é abusrdo).

Por ser um filme que segue a risca o que aprendemos nos livros didáticos, existe uma incrível lacuna que fica boiando na questão do tiro que matou JFK. Apenas observamos Oswald ser preso. Não existe uma definição precisa por parte do diretor sobre o que o espectador deve ou não asssitir (talvez uma solução encontrada de última hora para evitar as críticas dos ditos ‘teóricos da conspiração’). Dentre as histórias secundárias apresentadas (como os incidentes do hospital Parkland e a loucura da mãe de Oswald), de longe o mais interessante diz respeito a Abraham Zapruder (Paul Giamatti) – o responsável por filmar a hora exata dos tiros. Sua negociação com a revista Life para a venda da gravação e a participação do agente secreto de Dallas Forrest Sorrells (Billy Bob Thornton) na busca pela imagem do assassinato são os únicos momentos que realmente despertam interesse.

A ambientação, ainda assim, é extremamente bem construída, já que os produtores conseguiram autorização das redes de televisão que cobriram o assassinato para colocar imagens e áudios que os americanos acompanharam em suas casas em novembro de 1963. O cuidadoso trabalho com o figurino (que passa da famosa vestimenta de Jackie até o suporte lombar de JFK) aliado com um trabalho impecável de maquiagem realmente tornaram os atores muito próximos das pessoas a quem eles interpretavam.

Sem trazer absolutamente nada de impactante, é difícil estabelecer um parâmetro de comparação com a película de duas décadas antes dirigida por Oliver Stone. Em suma, Parkland peca por querer discutir de forma sucinta um assunto complexo.

NOTA: 6/10

IMDb

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