Vérités et mensonges (Verdades e Mentiras) – 1973

Mentiras contadas a partir de um conto recheado de mentiras. Talvez esta seja a melhor definição para Vérités et mensonges (Verdades e Mentiras, no Brasil), o último filme dirigido por Orson Welles.

Contado a partir da perspectiva de um documentário, o filme propõe discutir histórias típicas de fraude a partir das experiências de Elmyr de Hory, Clifford Irving (notório pela falsa biografia de Howard Hughes) e até mesmo do jovem Orson Welles, envolvido em uma grande polêmica por conta da transmissão de Guerra dos Mundos.

É muito bom observar a maneira com que o espectador é enganado a cada cena. Em determinados momentos, passamos a nos questionar se estamos sendo enganados ou se os surpreendentes contos são mesmo verdadeiros.

Comparado ao restante de sua filmografia,  Verdades e Mentiras é uma adição ainda obscura na carreira de Welles. As várias tentativas de estudos acadêmicos e um certo revival cult orquestrado na última década não popularizou o longa da forma como se imaginaria. Não é para menos: os desafios aos poucos tornam-se cansativos. Ninguém quer ver o diretor como mágico. Por conta disso o filme foi um fracasso ímpar nos Estados Unidos na época de seu lançamento, e Welles afastou-se do cinema por não aguentar ser chamado de incoerente pelos especialistas.

NOTA: 6/10

IMDb

 

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