Skyfall (007 – Operação Skyfall) – 2012

Todos sabem que a transição Pierce Brosnan  – Daniel Craig não foi nem um pouco fácil. Brigas de produtores e desentendimentos de todos os tipos ameaçaram a produção de Cassino Royale. Quando a Eon chegou a conclusão de que seus filmes precisariam de um novo rumo, a política de terra arrasada foi implementada com sucesso. Tanto é que o primeiro longa de Craig é a melhor história do agente 007 já apresentada no cinema. A única que se salvou foi Judi Dench, pelo fato de que sua trajetória como M (desde Goldeneye) ser considerada boa demais para ser descartada. No fim das contas, se Skyfall (007 – Operação Skyfall, no Brasil) tivesse que ser definido em poucas palavras, não teria dúvidas ao mencionar que este longa é uma despedida a altura de uma atriz de alto calibre.

Dirigido por Sam Mendes, desta vez o mais famoso agente secreto do mundo é colocado em uma difícil missão. Após o MI6 considerar que Bond havia morrido,  M (Judi Dench) passa a sofrer uma imensa pressão para deixar seu cargo por não ter garantido a proteção de seus comandados, que passaram a ser mortos com a revelação de informações confidenciais levadas a público através do criminoso Silva (Javier Bardem), um vilão muito independente.

Ao contrário da visão mais realista pregada nos dois filmes anteriores de Craig, desta vez a aposta se dá em um bocado de cenas que transmitem a sensação de Bond como um semi-Deus de seu mundo. As várias cenas em que escapa da morte (inclusive uma que não é explicada) lembram muito o que era feito nas décadas de 1960 e 1970, quando esta prática imperava na Eon. Bardem se entrega em um papel muito difícil e fica preso pelos loopings do filme em busca da ação a todo custo. Se as cenas finais valem muito, o mesmo não se pode dizer da hora anterior, que é uma enrolação só – uma espécia de jogo entre gato e rato que não é resolvido nunca. Quando as cortinas baixam e M vê seu destino final, fica a nítido que o longa poderia ter contado a mesma história com menos tempo.

O ponto positivo de tudo isto é poder imaginar as várias possibilidades de M ser um personagem muito mais ativo em Spectre, o novo filme da série. Ralph Fiennes trouxe um ar de renovação muito bem vindo.

NOTA: 6/10

IMDb

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