Forbrydelsens element (Elemento de um Crime) – 1984

Primeiro filme da carreira de Lars von Trier, Forbrydelsens element (Elemento de Um Crime, no Brasil) coloca o espectador na pele de um detetive particular que deve analisar meticulosamente cada detalhe visto e ouvido durante a exibição para realizar um nó e esclarecer o grande mistério montado a partir de um roteiro cheio de pontos de interrogações.

Fisher (Michael Elphick) é um investigador policial que vai para uma sessão de hipinose na cidade do Cairo, no intuito de esclarecer dúvidas de um caso de anos atrás: em um local da Europa (provavelmente na Alemanha), uma série de crimes brutais ocorreram em vilarejos próximos, e a técnica usada para a resolução – surgida através dos escritos do lunático Osbourne (Esmond Knight) – é colocada em prática para caçar o quanto antes o homem por trás da morte de crianças inocentes.

A fotografia em tons de sépia é brilhantemente utilizada. Em algumas tomadas, por exemplo, alguns elementos simbólicos deixam claro que funcionam tanto quanto pistas para a investigação quanto como elementos surreais fruto da imaginação de Fisher. Talvez o que cause alguma frustração seja o fato de que é praticamente impossível absorver toda a história na primeira exibição. Isto ocorre por conta da revelação de um fator importantíssimo para o fechamento da história somente ser relevado nos vinte minutos finais – o que coloca toda construção anterior por água abaixo.

Admitindo a influência de Tarkovsky em sua visão de cinema, Elemento de um Crime foi nomeado para vários prêmios no circuito europeu e levou a premiação técnica do Festival de Cannes.

NOTA: 7/10

IMDb

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