A Girl Walks Home Alone at Night (A Garota Que Anda à Noite) – 2014

Estreou esta semana em Los Angeles um dos filmes independentes mais comentados de 2014. A Girl Walks Home Alone at Night (A Garota Que Anda à Noite, no Brasil) – em uma análise bastante superficial, consegue a proeza de ser revolucionário na questão técnica e abusar de conhecidos erros de montagem que salientam diversos erros de roteiro.

A produção iraniana foi gravada nos Estados Unidos graças a uma parceria da diretora com a produtora SpectreVision, de Elijah Wood. Em uma cidade fantasma imaginária, uma moça (Sheila Vand) vaga pelas noites. Sua aparência engana, já que o rosto angelical esconde uma sede por sangue. E não é qualquer sangue, uma vez que ela escolhe suas vítimas de acordo com o nível de maldade delas (por isso ataca traficantes, por exemplo). Tudo muda quando ela conhece um homem vestido de Drácula (que saia drogado de uma festa a fantasia) – e começa um improvável romance com o mesmo.

A fotografia em preto e branco foi uma excelente opção para criar pelo menos três tomadas de forte tensão, onde o espectador realmente não tem ideia do que a protagonista pode fazer. Também fica claro influências que variam dos tradicionais spaghetti westerns (e suas lindas trilhas sonoras) com longas como Eraserhead, talvez a principal fonte de inspiração da diretora Ana Lily Amirpour. Se a história não tem nada de especial, é justamente esta quebra de barreiras que tornam o filme interessante, uma vez que rompe com a linha dura estabelecida pelo governo daquele país desde 1979 com produções de estilos considerados “secundário” – como é o caso do cinema de terror para eles.

O problema é que o romance é tocado de tal forma que todo o espírito cool construído nas cenas anteriores fica completamente de lado para dar lugar a um típico final americano. Se o “western vampiresco” iraniano tem créditos pela inovação, a diretora parece entrar em uma zona de conforto ao optar por um roteiro com fugas tradicionais.

NOTA: 5/10

IMDb

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