Diário de Hollywood #2

Hoje tive a oportunidade de prestigiar o disputado evento do Oscar de melhor película estrangeira no Samuel Goldwyn Theater, no coração de Beverly Hills. O evento contou com a presença de quatro dos cinco diretores nomeados ao Oscar desta categoria (o diretor de Timbuktu não esteve presente por conta do Cesar Awards, na França).

O grande destaque do dia foi para o argentino Damián Szifrón, que encantou o público presente com sua simpatia. Não seria nenhuma surpresa se nossos hermanos conquistassem seu terceiro prêmio da Academia, já que o teatro, que estava ocupado em sua esmagadora maioria por membros da Academia, pareceu muito receptível as brincadeiras feitas por ele.

O diretor de Ida, Pavel , falou sobre as os problemas de conseguir financiamento para uma obra em preto e branco (um dos investidores saiu do longa assim que descobriu este fato). O grande destaque, no entanto, foi para a discussão política por trás de todos os filmes nomeados este ano,  Leviathan trata sobre a difícil vida na Rússia de Putin; Ida teve problemas ao ser acusado de ser antissemita e não foi bem aceito pelo governo da Polônia por não tratar com profundidade as origens da Segunda Guerra Mundial; Timbuktu mostra como a religião pode interferir e distorcer aspectos básicos da vida, a começar por uma simples partida de futebol; Tangerines trata de forma direta e precisa a guerra civíl de sua região a partir da microhistória; e Relatos Salvajes  é um show a parte, a começar pela corrupção de uma Argentina aparentemente sem rumo.

No mais, tivemos a retirada do plástico do tapete vermelho (a Academia tomou esta decisão este ano para preservar o carpete) e os detalhes finais para a cerimônia.

Hollywood está linda!

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