Dawn of the Planet of the Apes (Planeta dos Macacos: O Confronto) – 2014

Dawn of the Planet of the Apes (Planeta dos Macacos: O Confronto, no Brasil) apresenta alguns dos melhores efeitos visuais apresentados no cinema no ano de 2014. O incrível trabalho de renderização e animação dos macacos é de cair o queixo. Fora isto, o roteiro opta por uma abordagem tradicional e apela para uma continuação da franquia – claro, com os olhos apontados para o lucro.

Anos após os eventos mostrados em Rise of the Planet of the Apes, Caesar e seus macacos construíram uma espécie de base nos arredores de São Francisco, irreconhecível por conta da gripe que matou milhões de pessoas e dizimou a infra-estrutura dos Estados Unidos. Com poucos recursos disponíveis, mas armados até os dentes, um grupo de sobrevivente liderados por Malcolm (Jason Clarke) e Dreyfus (Gary Oldman) decidem que a reativação de uma antiga hidroelétrica seria extremamente necessária para manter um padrão de vida minimamente razoável, dadas as circunstâncias. O problema ocorre quando os humanos descobrem que esta fonte de energia está situada dentro da vila dos macacos. Após Carver (Kirk Acevedo), entrar em pânico e atirar em um macaco, Koba revolta-se contra o líder, Caesar, e exige que se declare guerra contra os humanos. Ao contrário do que se imaginava, Caesar perdoa os humanos e os ajuda para a reativação do local. É então que começa uma pequena guerra civil pela liderança dos macacos entre Koba e Caesar, que desencadeia uma guerra contra todos os humanos.

O roteiro tem vários buracos, mas nada que estrague a experiência. Não vou me avançar nos spoilers, mas existem pontos que fogem bastante da razoabilidade mostrada em outras entradas na franquia, especialmente no que diz respeito ao uso de armas de fogo pelos macacos. O diretor Matt Reeves – que conseguiu uma ótima reputação após Cloverfield – entrega uma ficção de bom nível, ainda que com uma linearidade bastante discutível.

O desfecho do longa não acaba o filme, mas sim convida o espectador para assistir uma sequência. Considero que o chamado abrupt ending é um dos piores vícios de Hollywood, pois, ao invés de dar um ponto final na produção e pensar uma sequência a partir desta, cria no espectador um sentimento enorme de frustração por usar um recurso básico de captação de dinheiro. É claro que os fãs não se importam, mas, definitivamente, isto incomoda.

NOTA: 7/10

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