The Hobbit: The Battle of the Five Armies (O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos) – 2014

Que coisa boa ver uma trilogia acabar de forma tão agradável! The Hobbit: The Battle of the Five Armies (O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos), é a prova de que a série de filmes de Peter Jackson foi amadurecendo com o tempo (apesar das poucas interrupções que separaram cada filmagem). Se considerarmos The Lord of The Rings, foram treze anos, seis filmes e mais de mil minutos de entretenimento!

O longa inicia quente (literalmente). A Cidade do Lago é incendiada pelo dragão Smaug (voz de Benedict Cumberbatch). Após colocar a cidade no chão, Smaug volta-se contra Bard (Luke Evans), que encontra o calcanhar de aquiles da fera e ataca antes dele matar seu filho. Livre do dragão, o ouro da montanha passa a ser a obsessão: Thranduil (Lee Pace) aparece para sua cota, junto de Tauriel (Evangeline Lilly), que se envolve com Kili (Aidan Turner) – algo que não está nos livros, diga-se de passagem. O fan favorite Legolas (Orlando Bloom) também dá o ar da graça para ficar junto da elfa. Os anões também buscam sua parte do tesouro, enquanto Bilbo (Freeman) mantém posse da preciosa Pedra Arken, a chave para controlar a montanha.Pedra que vira obsessão de Thorin (Richard Armitage), que muda completamente de personalidade para obter o poder para si, chegando até mesmo a considerar a entrar em guerra com amigos para evitar que estes líderes toquem em seu ouro. A situação complica após Sauron e seus ogros aparecerem para tomar a montanha e desafiar os quatro exércitos que buscavam sua cota de ouro. Resultado? Guerra, guerra e guerra.

Isto torna o filme agradável a todos os tipos de espectadores? Definitivamente, não! As longas cenas de batalhas, que agradam tanto o público mais jovem e os fãs de Tolkien, colocam uma grande barreira para a ampla aceitação do longa. Na minha visão, a ausência dos três filmes nas principais premiações de Hollywood ocorre justamente por este fator. O que me incomodou em The Battle of the Five Armies foi o excessivo uso de melodrama nas batalhas decisivas, abusando dos clichês .Além disso, a questão chave do filme (spolier adiante) – o ouro da montanha – não tem uma explicação oportuna antes da rolagem dos créditos. Fora isso, faltam explicações sobre o destino de Thranduil, e sobre a posse da Pedra Arken. Acredito que pelo menos uma destas perguntas deve ser respondida na versão estendida do filme (o que virou costume).

Dentre todas as atuações do elenco, o grande Christopher Lee merece todo tipo de crédito ao entregar uma exibição de classe – não se esqueçam, o homem tem 92 anos!

De dezembro à fevereiro, geralmente a pergunta que toma conta diz respeito as  chances dos filmes analisados ganharem um Oscar. Neste caso, cito as três categorias em que este longa será indicado: melhor maquiagem, melhor efeitos visuais e direção de arte. Na primeira das categorias citadas, é notável toda a preocupação dos produtores com o envelhecimento do elenco. Além do excelente trabalho de maquiagem, o CGI utilizado nas batalhas dão uma dimensão incrível dos exércitos – algo raramente visto na história do cinema. Aqui está a maior chance do filme na premiação da Academia, já que é impressionante a qualidade dos efeitos. Por fim, a maravilhosa fotografia vai ter concorrentes de peso, naquela que vai ser a mais disputada de 2015.

Apesar do fracasso do primeiro filme, a série termina muito bem! A série Hobbit nunca foi pensada para superar The Lord of The Rings, mas sim para agradar aos fãs com filmes de primeira linha.

NOTA: 8/10

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