Devil (Demônio) – 2010

No começo da última década, M. Night Shyamalan chegou a ser rotulado pela mídia estadunidense como “o próximo pai do terror”. De fato, o indiano tinha uma fórmula bem interessante na elaboração de seus roteiros, mas que já dava sinais de desgastes com The Village (2004). A série de sustos pode até ser interessante no primeiro momento, mas incomoda quando todo filme se baseia única e simplesmente nisto. Devil (Demônio, no Brasil) é o pior dos absurdos ligados ao nome de Shyamalan. Ele decidiu escrever o roteiro e ser o produtor principal, deixando o vexame com o fraco diretor John Erick Dowdle.

A história é simples: cinco estranhos entram em um elevador. Os problemas começam após a equipe de manutenção não conseguir definir com precisão o problema que mantém o grupo de pessoas presas. O grande mistério é que o Diabo, está encarnado em um deles, tentando criar um clima de tensão. Nos subplots, vemos o trabalho de investigação de um detetive que ainda chora a perda de sua mulher e de seu filho em um acidente e os eventos sobrenaturais que envolvem a tentativa de fazer o elevador funcionar.

Além de se apegar ao pior dos clichês em filmes que envolvem encarnação do mal (colocar o Diabo/ espírito ruim na pele da pessoa mais frágil), a aposta nas situações irreais é de chorar. Os oitenta minutos passam e você não acredita nas decisões tomadas. A equipe que produziu Devil realmente apostou que o público compraria o desfecho final de maneira agradável, mas é impossível! As ligações feitas são horríveis, e o pior é que o filme acaba com várias questões em aberto.

Sabe quando as pessoas tentam lucrar em cima de um gênero popular para atrair fãs no cinema e/ou forçar a venda de DVD’s? Este é o caso.

NOTA: 1/10

IMDB

 

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