The Expendables 3 (Os Mercenários 3) – 2014

The Expendables 3 (Os Mercenários 3, no Brasil) mostra, definitivamente, a visão da série para os produtores. Após o primeiro filme ser um festival de grosserias em todos os quesitos possíveis, a segunda entrada na franquia melhorou consideravelmente. Pensava que tal melhora se devia a um amadurecimento da visão de Sylvester Stallone, mas estava enganado.

Barney Ross (Stallone) e seu fiel (Jason Statham), mais uma vez são recrutados pelo governo para fazer o trabalho sujo.  Após libertarem o Doutor Morte (c) em uma cena incrivelmente absurda (ainda que com bons efeitos especiais), eles se unem para derrotar o perigoso Stonebanks (Mel Gibson). Mais uma vez Stallone não encontrou o equilíbrio necessário em seu roteiro. As coisas parecem tão fáceis para os mercenários que até parece que eles venceriam uma guerra sozinhos. Mas espere, foi mais ou menos isto que aconteceu em uma cena decisiva. A falta de continuidade é tão grande que por nenhum momento parece que os mercenários são humanos. Aquelas situações básicas de vida ou morte se transformam em cliffhangers sem graça e mal articulados.

É aqui que está a chave para entender esta franquia que rende centenas de milhões de dólares a cada dois anos: apostar em nomes de peso em situações comuns, com o CGI de grande aliado para produzir cenas que envolvem cada uma das características de seus personagens. A série de 007 pode ter roteiros simples, mas os gadgets apresentados sempre chamam a atenção. Todos os Mission: Impossible são fracos em uma visão geral, mas não se pode negar o impacto das suas cenas de tirar o fôlego. Todos os Die Hard apostaram em situações de tensão para pender seu espectador. E The Expendables? Parece que as multidões que vão ao cinema apenas querem ver os astros de suas infâncias destruindo tudo o que esta na frente, sem nexo ou sentido. Garante bom público mas não agrada aqueles que buscam algo a mais.

O premiado elenco não aguenta a exposição demasiada do protagonista da série. Digo isto pois Harrison Ford poderia ser muito, mas muito melhor explorado. Penso que ele seria perfeito para ser uma espécie do que o personagem M é nas

pção muito grande e um passo para trás maior ainda. O quarto longa deve ter a presença de Pierce Brosnan, talvez com um vilão britânico clássico. Desta vez, espero que as críticas reflitam na construção do próximo roteiro.

NOTA: 3/10

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