Film socialisme (Filme Socialismo) – 2010

Caros leitores, chegamos ao fim de mais um mês!

De vez em quando alguém publica uma listinha de filmes que poderiam ser assistidos no fast-foward sem perder a graça/essência. Quem assistiu a Film socialisme (Filme Socialismo, no Brasil) não pode ter dúvidas ao colocar o longa do francês Jean-Luc Godard nesta categoria.

Toda a base do filme é incoerente. Não tente seguir as legendas, pois a esmagadora maioria dos diálogos não tem sentido nenhum. Além de não acrescentar nada a experiência do filme, eles confundem, já que o espectador tende a prestar mais atenção no que é dito do que as imagens soltas jogadas na tela.

JLC foi um inovador. Como já discutimos ao longo deste mês, seu caso é muito peculiar, já que o auge da sua carreira foi justamente nos seus primeiros anos como diretor. Vivendo da fama e do prestígio adquiridos por conta de uma respeitável filmografia, nos últimos dez anos Godard tentou virar seu estilo de ponta a cabeça, optando por roteiros sem uma história definida e por jump cuts que não trazem atores como foco para análise, mas sim imagens de guerras, violência e natureza.

As cenas fragmentadas de uma viagem de navio ao longo do mar mediterrâneo são intercaladas com imagens do Egito, Grécia, Palestina e Tunísia, apenas para citar algumas regiões, ficando bem próximo a algumas passagens vistas em Notre musique. O diretor inverteu o padrão cinematográfico atual e colocou o que seria produto dos créditos finais logo no início, para fechar seu longa com a frase “sem comentários”. O espectador desavisado pode estar pensando: mas qual diabos é a visão do diretor sobre socialismo? Minha recomendação é ir atrás de seus filmes feitos no final da década de 1960 para conseguir as respostas, já que aqui temos um espetáculo privado para poucos.

Godard. Pela grife, esperava muito mais.

NOTA: 3/10

IMDB

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