Nunta muta (Casamento Silencioso) – 2008

Queridinho dos círculos de cinema da Europa, Nunta muta (Casamento Silencioso, no Brasil) está conquistando fãs graças a propaganda boca a boca.

A divisão do filme é extremamente agradável, apesar de não poder dizer o mesmo sobre algumas decisões do roteiro. Acompanhamos a semana de um pequeno vilarejo da Romênia que se prepara para celebrar o casamento de dois jovens. Parentes de ambos vêm de longe para prestigiar a união e uma enorme festa é organizada. No entanto, poucos minutos antes da oficialização do ato, um General russo avisa sobre a morte de Josef Stalin. Como a União Soviética havia declarado uma semana de luto total (sem direito a nenhum tipo de perturbação pública e atos populares, por exemplo), qualquer pessoa que se colocasse contra a decisão do Estado Maior seria acusada de traição.

Nos minutos iniciais, a decisão de fazer uma comédia baseada em gritos e sexo não me agradou nem um pouco. O maior problema foi que o diretor queria fazer graça com o bizarro a todo custo, até mesmo para prender o seu espectador para a metade seguinte. Esta sim, além de fazer jus ao título é bem construída. As famílias arrumam uma forma de burlar a decisão dos soviéticos e preparam o jantar em casa, mas em silêncio total. Gags de alto nível mostram o contraste total da apelação de minutos antes. Desde o barulho de uma mosca, até o “assassinato” de um relógio cuco (e passando por um hilária cena de telefone sem fio), a tensão sentida pelos personagens é algo ímpar! Como a caracterização dos russos não é positiva (são os mesmos gorilas mal encarados dos filmes americanos), sabemos que, caso eles forem pegos, certamente irá acontecer algum desastre.

As cenas finais explicam o flashback inicial, que mostra um grupo de jornalistas fazendo uma matéria especial sobre a demolição do vilarejo. Sem grandes frescuras e com uma fotografia muito simples, o problema deste curto filme foi conseguir achar o equilíbrio entre o engraçado e o desnecessário. A adição de alguns elementos surrealistas na história foi bem-vinda, apesar de caminhar por pernas próprias e jamais ter uma contextualização ou explicação adequada.

NOTA: 6/10

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