The Monuments Men (Caçadores de Obras-Primas) – 2014

Quando George Clooney acabou de rodar The Monuments Men (Caçadores de Obras-Primas, no Brasil), ele parecia ter a certeza de que havia feito uma maravilha tão grande que lhe renderia vários prêmios da Academia. Tanto é que ele adiou o lançamento de novembro de 2013 para fevereiro de 2014 justamente para escapar da janela da 86ª entrega de prêmios da Academia para evitar o confronto direto com Gravity e 12 Years a Slave.

O longa é baseado em uma história real e conta como um grupo de recrutado por Franklin Delano Roosevelt a partir de iniciativa de Frank Stokes (George Clooney) foi à Alemanha para recuperar as obras de arte roubadas por Göring e companhia durante a metade final da Segunda Guerra Mundial, no período em que o Terceiro Reich começou a desabar.

Recheado de estrelas como Matt Damon, Bill Murray, Jean Dujardin, John Goodman e Cate Blanchett, o rumo que o filme tomou deixou totalmente a história de lado para retratar uma visão pessoal de Clooney sobre os acontecimentos. Em nenhuma cena sequer o contexto da história convence o espectador. Realmente não parece que estamos no meio do conflito mais catastrófico da humanidade. As tentativas de Clooney colocar um pouco de bom humor no roteiro não surtem o resultado esperado.

No meio de tudo isto, fica a pergunta: o filme não deveria ser um drama-histórico? Pois é, era o que todo mundo pensava até o final do ano passado. Mas o personagem de Clooney centraliza tanto as ações que parece que toda Guerra na verdade foi esquematizada pelos nazistas em torno do roubo das obras de arte. A produção não conseguiu equilibrar toda a grandeza deste evento e fazer o recorte especifico sobre seu objeto de análise.

Sabemos que os alemães estão batendo em retirada, sabemos que eles querem destruir tudo o que enxergam pela frente e de uma hora pra outra a guerra acaba. Não tem como não ficar totalmente frustrado tendo em mente o potencial deste longa.

Me lembro que Clooney anunciou ainda em 2012 que este filme seria baseado no best-seller homônimo escrito por Robert Edsel. Quanta bobagem! O livro trata sobre uma história séria, documentada e muito bem escrita. O filme é uma reunião de momentos que não explica nada sobre a criação deste grupo, não explica suas intenções e muito menos o destino das obras. E olha que tempo não faltou. Bola fora, senhor George.

NOTA: 5/10

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