The Grand Budapest Hotel (O Grande Hotel Budapeste) – 2014

É incrível observar a reação positiva da mídia especializada ao novo filme de Wes Anderson. The Grand Budapest Hotel (O Grande Hotel Budapeste, no Brasil) é esteticamente perfeito e conta com um elenco de ponta aliado a um roteiro muito agradável.

O filme gira em torno de Gustave H (Ralph Fiennes), concierge de um luxuoso hotel localizado na fictícia Zubrowka. Sua história é contada através de flashbacks pelo atual dono do hotel, Moustafa (F. Abraham), que desperta a atenção de um escritor (Jude Law) por conta de toda mística que envolve o pitoresco local. O espectador é levado para ver a ascensão jovem Moustafa (Tony Revolori), que em pouco tempo conquista a confiança de Gustave e se torna seu braço direito. Ele descobre todas as manias do homem, como seu gosto por perfumes refinados e suas técnicas de sedução de senhoras idosas. Certo dia, Gustave é acusado e assassinar uma de suas amantes e vai para a prisão, mas não sem antes coletar uma valiosa obra de arte que foi deixada para ele no testamento da moça. É então que a amizade dos dois se fortalece. Enquanto Gustave quer provar sua inocência, Moustafa aos poucos começa a prosperar dentro do hotel e consegue até mesmo conquistar o coração de uma jovem colega de trabalho.

Todo ambiente criado em torno do Hotel é muito bem contextualizado. As nações não são reais, mas ainda assim é possível fazer paralelos com a história europeia da turbulenta década de 1930. A fotografia é incrível! Desde os tons cinzas do inverno até toda a alegria das tomadas feitas no hotel rosa, a qualidade das cores e sua relação com o figurino impecável é de tirar o chapéu.

A grande questão que fica deste filme é: será que The Grand Budapest Hotel tem força para chegar ao Oscar do próximo ano? Seu caso me lembra muito outro filme de Anderson, Moonrise Kingdom. Por ser uma película britânica independente, ele já sai atrás na disputa por alguma grande indicação. Talvez seja indicado para roteiro ou algum outro prêmio secundário. Além do gênero não ser o preferido da Academia, o calendário também foi cruel. Estrear um longa tão bom quanto este em fevereiro é um tiro no pé, especialmente se lembrarmos da dura competição das distribuidoras que rondam o período de dezembro e janeiro nos Estados Unidos. De qualquer modo, Anderson deve estar feliz por presentar seu espectador com um filme deste calibre.

NOTA: 8/10

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