GoldenEye (007 Contra GoldenEye) – 1995

Em abril de 2014 Pierce Brosnan deu uma bombástica declaração em que mostrou todo seu descontentamento com a franquia 007. Protagonista de quatro filmes da série, o britânico afirmou que se sentiu preso na lacuna entre Sean Connery e Roger Moore, chegando a conclusão que nunca conseguiu convencer como James Bond.

Fiquei bastante curioso porque sempre gostei de ver Brosnan atuando na série. Claro que é impossível o comparar com Connery, mas seu casamento com a franquia de Albert Broccoli não só foi um sucesso econômico como também deu um reboot no personagem principal, que variou de um completo playboy (nos filmes de Moore) até um sério e compenetrado agente (Dalton).

Brosnan foi contratado para atuar em Goldeneye após Timothy Dalton romper seu contrato com a MGM. Apesar de ter assinado um contrato para fazer três longas, Dalton ficou cinco anos esperando a sequência de Licence to Kill, que atrasou por conta de uma batalha judicial entre a United Artists com a produtora EON. Brosnan já havia sido contatado para substituir Moore mas Broccoli barrou sua indicação por conta de sua participação na série  Remington Steele.

GoldenEye teve direção de Martin Campbell e um orçamento milionário. O primeiro filme feito após a queda da União Soviética contava a aventura de James Bond (Brosnan) para evitar que a agente russa Xenia Onatopp (Famke Janssen) coloque a arma secreta Goldeneye (que tem capacidade para destruir tudo através de pulsos eletromagnéticos) nas mãos de pessoas que queiram derrubar governos e fazer fortunas. Bond confronta seu antigo parceiro 006 (Sean Bean) agora aliado de Xenia e da máfia russa com a ajuda de Natalya Siminova (Izabella Scorupco), uma experiente programadora de computadores que sobreviveu ao primeiro ataque teste de Goldeneye.

A música tema é maravilhosa, os cenários foram muito bem planejados e a atuação do elenco é bastante competente. Mas concordo quando Pierce diz que “a ação não era real”. Bond sobrevive a várias situações irreais de perigo, o que acaba comprometendo qualquer senso de realidade, talvez o único ponto positivo conquistado por Dalton. Os tiros estão lá, a violência está lá, mas ela não é mostrada de maneira correta. Talvez fosse melhor o filme explorar mais o lado stealth  e investir menos no contato direto do protagonista com Natalya e 006, que compromete as surpresas.

No fim do dia, um típico filme da série: mulheres lindas, um charmoso e competente especialista, Q (Desmond Llewelyn) provendo as melhores tecnologias disponíveis e M (interpretada por Judi Dench em sua primeira participação na série) trazendo um necessário equilibro. Refém de suas decisões, GoldenEye é um bom longa, nada além disso.

NOTA: 6/10

IMDB

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