Waking Life – 2001

Waking Life proporciona uma experiência visual diferente de tudo o que você já viu no cinema. Após assistir ao longa, fiquei com a certeza de que o espectador vai levar muito mais a forma com que as imagens são apresentadas na tela do que o conteúdo propriamente dito. Mas engana-se quem pensa que a equipe de produção gastou uma fortuna para deixar o filme com este aspecto cool. Os animadores encarregados do longa utilizaram uma técnica de vetorização chamada ratoscópio. O resultado é uma imagem borrada que deu um estilo bem interessante.

Richard Linklater foi o responsável pela direção e produção do longa que trata sobre a fina linha que divide os sonhos da realidade. Estes dois conceitos são tratados de forma conjunta, o que proporciona divertidas cenas e profundos pensamentos sobre a existência do homem.

Não tenha dúvidas que este filme é extremamente original. A abordagem – desligada do conceito de linearidade na maior parte do longa – é bastante interessante. Alguns críticos estadunidenses viram nesta produção um enorme potencial para se tornar um hit cult no futuro pelas longas viagens que acompanhamos no longa. Isto não significa, essencialmente, que o filme de Linklater é bom. Na minha visão, as incansáveis discussões sobre a essência humana são cansativas e repetitivas. Parece que o diretor quer mostrar seu ponto de vista de qualquer maneira e entrelaçar este em torno das várias histórias lançadas.

Não convence.

NOTA:5/10

IMDB

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