City Slickers (Amigos, Sempre Amigos) – 1991

City Slickers deu a Jack Palance um Oscar e um Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante. Uma comédia misturada com western típica de sessão da tarde, a produção obteve estrondoso sucesso comercial. Digo que foi justamente o prêmio inusitado para este tipo de produção que me puxou para este longa.

Confesso que fiquei bastante decepcionado ao descobrir que o personagem de Palance tem menos de oito minutos de tempo de tela. Lendo alguns comentários sobre o Academy de 1992, consigo entender as várias críticas que a Academia sofreu por não entregar o prêmio a Tommy Lee Jones (com uma atuação de gala em JFK). Mas acredito que o Oscar dado ao veterano ator de Hollywood foi uma bonita forma de homenagear sua longa carreira. O filme não tinha nenhuma pretensão de ser indicado ao Academy Awards, mas a atuação de Jack realmente emociona. Tomando suas palavras, homens como Palance fazem parte de um dying breed (particularmente acredito que Clint Eastwood seja o último destes atores estilo macho em Hollywood). Era como uma despedida de uma geração que marcou por tantas décadas o cinema americano.

O filme começa com três homens mostrando as decepções de sua vida. Mitch (Billy Crystal) enfrenta a crise dos quarenta e passa por problemas de relacionamento com sua esposa. Phil Berquist (Daniel Stern) é casado com uma mulher que não gosta de sexo. Ed (Bruno Kirby) é um cara bem sucedido que não aceita a pressão para ter filhos. Os amigos vão para o Novo México refletir a vida sem suas parceiras. Lá conhecem o durão Curly Washburn (Jack Palance), que dá algumas lições de moral, especialmente em Mitch.

O roteiro aposta em algumas situações questionáveis. Vilões são jogados na história, e os amigos lutam pela honra de forma muito mesquinha (não quero entrar com spoilers). Como de costume, o bem sempre vence o mal. A morte de Curly é refletida na história com alguns ensinamentos do velho cowboy ao grupo. Um clássico exemplo de longas que aposta em situações inusitadas para tirar uma gargalhada do espectador. De fato a tática funciona algumas vezes. Mas no fim das duas horas de exibição, fiquei pensando: é só isso mesmo? Esperava muito mais. No fim do dia, uma comédia sem sal típica da década de 1990. Palance e a bela fotografia salvaram o longa de um desastre maior.

PS: Com este filme também entendi o motivo de Jack ridicularizar Billy Crystal ao receber o prêmio de melhor ator coadjuvante. “I crap bigger than him” foi uma das frases utilizadas por Palance para se referir ao personagem de seu amigo neste longa.

PS II: Jack Palance tem uma lição de vida para você: o segredo dá vida é apenas encontrar “uma coisa” e fechar com ela (assista ao vídeo abaixo para entender).

NOTA: 5/10

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