Captain America: The Winter Soldier (Capitão América 2: O Soldado Invernal) – 2014

Entendo boa parte da animação dos fãs da Marvel quanto ao filme Captain America: The Winter Soldier. Além de preparar terreno para a sequência de Avengers, desta vez podemos acompanhar Steve Rogers totalmente adaptado ao nosso tempo.

Steve Rogers (Chris Evans) agora vive em Washington e trabalha para a SHIELD. Ele se une a STRIKE e a Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson) para libertar reféns de um barco SHIELD tomado pelo mercenário Georges Batroc (Georges St-Pierre). Durante o resgate, Romanoff coleta dados secretos e os enviar para Nick Fury (Samuel L. Jackson). Só que após tentar decifrar as informações, este passa a ser perseguido por Bucky, The Winter Soldier (Sebastian Stan), vilão a serviço de Alexander Pierce (Robert Redford), que tem um plano secreto para estabelecer uma nova ordem mundial nos mesmos padrões da HYDRA.

As cenas de ação são de tirar o fôlego. O elenco é excelente e a edição foi muito bem feita. Nestes aspectos é impossível não estabelecer um “padrão Marvel”. Eles investem pesado no cinema e buscam levar ao máximo a essência dos quadrinhos para o cinema. Mas infelizmente neste caso fiquei mais impressionado por alguns fatores negativos: apesar de saber que o chamado “branding” (dar espaço para a exposição de marcas de patrocinadores durante o longa) está em alta nas terras americanas, é realmente chato você perder tempo olhando as logomarcas da Chevrolet, Apple e Nike a cada transição. Em determinada cena, a câmera fica 8 segundos fixa na marca de automóveis, por exemplo. Já havia chamado a atenção disto no review de The Book Thief, mas fiquei espantado pela Marvel também adotar esta estratégia, algo que deve se repetir daqui para frente nas suas outras franquias. A confusão do roteiro também pode ser visível ser visível em algumas cenas: enquanto Rogers e a Viúva Negra fogem da equipe S.T.R.I.K.E, eles fazem silêncio e se escondem para não serem avistado no escuro. Ora, se a SHIELD oferece o equipamento mais moderno possível, será que não os soldados não poderiam ser equipados com um simples sensor de calor? Não que este tipo de falha comprometa a diversão, longe disto, mas é apenas uma das várias decisões controversas do longa dirigido por Anthony e Joe Russo (me pergunto também porque não explorar o personagem Ossos Cruzados, já que o personagem interpretado por Frank Grillo foi muito mal aproveitado).

Acho interessante que apesar do universo criado por Stan Lee abrigar Thor, Hulk e Homem de Ferro, cada história consegue manter um grande nível de independência. Neste caso, parece que o Capitão América tem controle de tudo. Não que eu esperasse que Stark aparecesse e salvasse o mundo, mas acredito que os produtores puxam a dramaticidade para algo parecido com a proposta da série Missão Impossível, onde o protagonista tem 10 segundos para desativar uma bomba ou algo muito ruim vai acontecer ao mundo.

Por falar nisso, cliffhanger é o que não falta neste filme. A partir dos minutos iniciais, onde o antagonista passa a perseguir Nick Fury, é visível a intenção de querer surpreender o espectador a qualquer custo. Uma estratégia válida para o público que está acostumado apenas com os grandes blockbusters, mas extremamente apelativa para quem espera algo a mais que apenas mais uma história de herói com o final feliz.

NOTA: 6/10

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