Wait Until Dark (Um Clarão nas Trevas) – 1967

Quando descobri Wait Until Dark (Um Clarão nas Trevas, no Brasil) fiquei extremamente surpreso. Não conseguia aceitar que havia demorado tanto para achar este longa estrelado por Audrey Hepburn e Alan Arkin. Descuido? Falta de atenção? Não tive dúvidas de pegar o Blu-Ray deste filme o mais rápido possível e dar play.

Quando li o plot, confesso que esperava algo como See No Evil, Hear No Evil, um filme que mistura crime e comédia. Não, não: este é um daqueles thrillers de roer as unhas durante a maior parte do tempo. A trilha sonora de Henry Mancini ajuda a criar um clima de tensão, ás vezes muito exagerado. Roger Ebert certa vez disse que filmes construídos sob um “roteiro idiota” estão fadados a desgraça. Curiosamente, uma das únicas exceções que ele aponta em um de seus livros é para Wait Until Dark. O script não tem nada de elaborado, mas é capaz de prender o público até o último minuto.

Susy (Hepburn) é uma mulher que ficou cega após um acidente de carro. Quando seu marido volta de viagem, ele atende o pedido de uma moça, que pede para ele ficar com uma boneca de pano. Só que este presente estava recheado de heroína. Então conhecemos Harry Rote, um assassino que quer recuperar sua droga o mais rápido possível. Ele vai até a casa de Susy e cria um elaborado esquema com dois ladrões para conseguir enganar a cega e levar consigo a boneca.  Mas na prática o plano tem suas falhas, e Susy começa a perceber que esta no meio de uma situação que envolve sua vida.

Aquela máxima de uma protagonista frágil e vulnerável que vence tudo e todos pode ser acompanhada aqui. Por isto a AFI apontou Susy Hendrix como uma das maiores heroínas da história do cinema.  Audrey está sensacional! Uma das mulheres mais lindas e talentosas de sua geração, até hoje muitos membros da Academia reclamam do fato da estrela não ter levado o Oscar para casa por sua interpretação nesta película. Uma das piadas que já li deste caso contam que quando Sidney Poitier tirou o nome da vencedora do Oscar de 1968 de melhor atriz do envelope, apenas leu ‘Hepburn’ e deduziu que era Katharine Hepburn, por The Lion in Winter.

Apesar da experiência, não é um filme memorável para todos. Talvez os fãs de Audrey fiquem encantados, mas o desenvolvimento e o pace do thriller apresenta consideráveis furos.

NOTA: 6/10

IMDB

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