Snowpiercer (Expresso do Amanhã) – 2013

Em Snowpiercer (Expresso do Amanhã, no Brasil) um trem é o símbolo do planeta terra e seus passageiros são a humanidade. Após um evento catastrófico que congelou nosso mundo em julho de 2014, os únicos sobreviventes caminham segundo as regras impostas por Wilford (Ed Harris), alvo de um culto a personalidade ímpar, já que ele foi o responsável por criar um ambiente sustentável e é o atual encarregado de controlar o motor que garante água e comida aos habitantes deste estranho ambiente. Mas não são todos que estão satisfeitos com o tratamento imposto pelos homens de Wilford. Os violentos guardas ameaçam os passageiros a todo instante. As várias tentativas de rebelião ocorridas ao longo dos anos foram duramente reprimidas e a tática olho por olho e dente por dente é aplicada para evitar qualquer tipo de levante. Em uma cena do início do filme, por exemplo, um senhor atira um sapato na cabeça de uma mulher que atua como mediadora de Wilford. Após gotas de sangue escorrerem da cabeça da senhora, o homem que cometeu tal ato é condenado ter o braço esmagado.

Curtis (interpretado pelo Capitão América Chris Evans) é um dos homens que não aceita mais as precárias condições de vida. Ele planeja com um grupo de amigos uma revolução, que tem como objetivo destronar Wilford e dar controle do trem ao “povo”. Mas aos poucos eles descobrem que a vida no ambiente pode ser melhor do que o imaginado. Enquanto a maior parte da população come barras de proteína, a elite é tratada com frutas orgânicas e sushi. Curtis e seus parceiros ficam impressionados também ao descobrir salões de beleza, festas e médicos particulares.

O filme prepara várias surpresas. Entre elas, uma incrível homenagem a Oldboy e a famosa briga do corredor. Tilda Swinton está impecável no papel de Mason, uma espécie de governadora e segunda em comando na linha de sucessão do trem. Os combates são muito agradáveis e fluem muito bem. O roteiro adaptado da novella francesa “Le Transperceneige” de Jacque Lob, Benjamin Legrand, e Jean-Marc Rochette tenta ser um híbrido entre influências americanas e asiáticas. Enquanto o filme é bastante escuro, caraterística marcante do diretor sul-coreano Joon-ho Bong, o pace é excelente e teoricamente se encaixaria no padrão das distribuidoras americanas. Pois é, disse teoricamente pois a The Weinstein Company já anunciou que vai cortar  pelo menos 20 minutos da película. Caso o leitor queira ver este filme, recomendo fortemente ir atrás do corte coreano.

Ficção bem diferente do que estamos acostumados a ver em Hollywood, Snowpiercer nos oferece duas horas de ótimas atuações combinadas a um bom argumento. Vale conferir!

NOTA: 7/10

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