On Golden Pond (Num Lago Dourado) – 1981

Katharine Hepburn é minha atriz favorita. Henry Fonda com certeza está na lista dos cinco homens de Hollywood que mais admiro. Se eu já não via nada demais em Chariots of Fire, agora tenho mais um motivo para protestar sua vitória na categoria principal do Oscar de 1982. On Golden Pond (Num Lago Dourado, no Brasil) é um filme completo. Excelente elenco, roteiro muito bem trabalhado, fotografia ajustada e direção de primeiro nível.

Norman (Fonda) e Ethel (Hepburn) vão para a casa da família no lago Golden Pond para passar um período de férias e comemorar os oitenta anos do patriarca. Ao chegar lá descobrem que sua filha Chelsea (Jane Fonda) irá visitar o casal para passar algum tempo junto de sua família. Ela traz consigo seu namorado, acompanhado de seu filho, Billy Jr. Norman sofre com a idade e luta para se manter ativo, mesmo com os frequentes problemas de memória. Chelsea e seu namorado rumam para a Europa e deixam Billy com o casal de idosos. É então que se cria uma grande amizade entre o jovem e o idoso. Enquanto Billy aprende a pescar e a mergulhar, Norman se sente “de volta ao jogo”, realizando atividades com um filho que nunca teve.

Conta-se que James Stewart leu o roteiro original, que é baseado em uma peça de Ernest Thompson, e foi correndo atrás do estúdio ITC para se oferecer como protagonista. Jane Fonda, que já estava escalada para o filme, comprou os direitos da obra para seu pai atuar no papel de Norman Thayer. O livro All about Oscar: The History and Politics of the Academy Awards de Emmanuel Levy conta que Jane ficou muito emocionada durante as filmagens pois toda a relação apresentada na tela entre o idoso e sua filha era muito semelhante ao que aconteceu na vida real: entre um filme e outro, Henry simplesmente não tinha tempo para acompanhar sua filha. Eles nunca foram amigos de verdade. Em determinado momento, Chelsea pergunta a Norman se eles podem ter uma relação normal de amizade. Como eu já havia lido sobre este caso antes de assistir este filme, fiquei bastante emocionado nesta cena.

A atuação de Fonda é divina. Este foi o último longa metragem do americano. A despedida dele em Hollywood seria coroada com o prêmio da Academia de melhor ator, extremamente merecido. É um dos poucos casos de Hollywood em que um ator terminou sua carreira com chave de ouro. Apesar de ter falecido um ano depois, Fonda já havia deixado claro que não queria mais participar de nenhuma produção. Kath também levou para casa o Oscar. A química entre essas duas lendas na tela é algo de arrepiar. Você realmente acredita nos sentimentos que são expostos na tela. A improvável amizade entre um garoto rebelde e um idoso sem memória torna-se uma experiência única nas mãos do diretor Mark Rydell!

NOTA: 9/10

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