Grand Hotel (Grande Hotel) – 1932

O dia depois do Oscar geralmente é marcado por uma ressaca dos cinéfilos. Finalmente acabou a temporada de 2013! Ontem fiz a análise de um grande filme, e hoje trago outro longa de muito sucesso em sua época. Grand Hotel (Grande Hotel, no Brasil) foi o primeiro longa de Hollywood que contou com um all star cast. Um blockbuster em sua época, o filme conquistou boa parte da crítica especializada. Não é para menos: produzido pelo lendário Irving G. Thalberg e dirigido por Edmund Goulding, a riqueza das histórias e o desenvolvimento da narrativa do roteiro seguem um padrão muito interessante. Curiosamente esta produção foi indicada apenas para o principal prêmio da Academia de 1933. Dizem as más línguas que sua vitória contou com um grande jogo de bastidores da MGM, que não aceitaria ver sua milionária produção sem nenhum prêmio.

“People come and go. Nothing ever happens”. Citar a frase de abertura deste filme fora de contexto pode até ser uma injusta forma de avaliar este longa. De fato, o hotel é cheio de vida e isto pode ser observado graças as centenas de figurantes que agem de forma bastante natural, trazendo muita credibilidade. Ambientado no maior hotel de Berlim, o Barão Felix von Geigern (John Barrymore) é um homem que perdeu sua fortuna e vive de furtos de joias. Ele vira amigo de Otto Kringelein (Lionel Barrymore), um contador que decide viver seus últimos dias de vida da melhor foma possível.  O grande empresário Preysing (Wallace Beery) também se hospeda para fechar um grande acordo e contrata a taquígrafa Flaemmchen (Joan Crawford) para o ajudar. A moça se apaixona pelo Barão, mas este se apaixona pela problemática bailaria russa Grusinskaya (Greta Garbo).

Se temos tantas histórias paralelas, o que significa então a frase “nada nunca acontece”, que também fecha o filme? Na minha visão, é uma forma de mostrar que o hotel é muito maior do que qualquer morte ou problema que possa acontecer. O fluxo de pessoas não permite os funcionários pararem suas atividades rotineiras para refletir sobre determinado acontecimento. Enquanto o local continuar aberto, nada grave irá acontecer, pois as pessoas vão chegar e partir. Tudo o que não interfere no funcionamento do hotel é secundário (isto se considerada a perspectiva proposta). Ótimas atuações e ótima direção. Ainda que preso em seu tempo, Grand Hotel é um drama que permite ao espectador acompanhar o desenvolvimento dos vários protagonistas envolvidos e analisar suas escolhas.

NOTA: 7/10

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