Saving Mr. Banks (Walt nos Bastidores de Mary Poppins) – 2013

Saving Mr. Banks (Walt nos Bastidores de Mary Poppins, no Brasil) foi nomeado para o Academy de Original Score.

Na metade do ano passado comecei a pesquisar sobre quais eram os filmes que possivelmente seriam indicados ao prêmio maior do cinema neste ano. Saving Mr. Banks aparecia como concorrente forte em todas as categorias, desde melhor filme até melhor roteiro, passando pelas indicações de ator e atriz. A realidade foi bem diferente. Tom Hanks, Emma Thompson e Colin Farrell foram esnobados pela Academia  e o diretor John Lee Hancock recebeu várias críticas pela forma sobre como comandou o longa.

Inspirado em eventos reais, o filme mostra Pamela Travers (Emma Thompson), famosa escritora que passa por grandes dificuldades financeiras e concorda negociar com Walt Disney (Tom Hanks) a liberação dos direitos de Mary Poppins. Produzido pela própria Disney, não preciso dizer que Walt foi retratado como um excelente e atencioso produtor. A história, no entanto, é mais simples do que se imagina: ocorreram alguns problemas para a aprovação do script (Travers insistia no uso de pinguins reais ao invés de desenhos em uma importante cena), mas nada que colocasse a produção em risco, como é sugerido no longa.  Thompson interpreta uma personagem extremamente metódica e rabugenta, fato que gerou revolta dos fãs da autora australiana e que possivelmente custou sua nomeação ao Oscar. No entanto, a relação da pequena Travers (Annie Buckley) com seu pai (Colin Farrel) é explorada de forma muito agradável, já que a luta do senhor Goff contra o alcoolismo foi base de inspiração para o mundo de Poppins.

 Interessante ver a própria Disney confirmando a lenda de que Travers não aceitava Dick Van Dyke de maneira nenhuma (pois o considerava um ator de segundo escalão). Havia lido sobre a má fama de Dyke em Hollywood num livro de Pauline Kael, mas nunca se sabe a veracidade deste tipo de rumor, não é?

Saving Mr. Banks termina com Disney e Travers no cinema assistindo Mary Poppins. O filme de 1964 obteve treze indicações ao Oscar (recorde da Disney que se mantém até hoje) e venceu cinco, entre eles o prêmio de melhor atriz para Julie Andrews.  Orçado em seis milhões de dólares, obteve mais de 100 milhões nas bilheterias, o que garantiu a Travers uma confortável situação financeira. Ela nunca mais permitiu a Disney adaptar seus livros. Os polêmicos pinguins animados a atormentaram durante toda sua vida.

Os créditos finais são incríveis (dizem que só se elogia os créditos quando o filme não agrada, o que não se confirma neste caso, que fique claro). Fotos fazem uma comparação entre os atores de Saving Mr. Banks com os encontros de Disney e Travers durante o período de gravações de Poppins, em 1964.

NOTA: 7/10

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