Philomena – 2013

Se a história de Philomena Lee tivesse acontecido no Brasil, tenho certeza que vários programas de emissoras abertas abordariam seu caso por várias semanas. Após engravidar em 1951, Philomena foi expulsa de casa e enviada a um convento na Irlanda. Enquanto as freiras cuidavam de seu bebê, ela trabalhava pesado na lavanderia para “pagar sua dívida com Deus”. O dia em que seu filho deixou a Irlanda e foi adotado por uma família americana atormentou sua vida durante 50 anos. Acompanhada do jornalista Martin Sixsmith, a mulher tenta um reencontro com seu filho perdido. O longa foi baseado no livro The Lost Child of Philomena Lee, que está no topo das listas de venda nos Estados Unidos e no Reino Unido desde o lançamento do filme.

Tenho lido várias postagens de pessoas criticando Philomena, tanto no IMDB como no reddit. O motivo principal das queixas é que ela demorou muito para tentar entrar em contato com seu filho. Pois bem, acredito que apenas pela exibição de um filme de 100 minutos não podemos e nem devemos opinar ou fazer julgamentos precipitados sobre a vida de uma pessoa. Não sabemos seus problemas passados nem suas angústias. Isto está guardado apenas para Philomena, e apenas ela sabe a resposta.

Quanto ao filme em si, destaque para a exibição de gala da veterana Judi Dench. É de admirar o feeling que ela tem para dar vida a este tipo de personagem. Palmas também para Steve Coogan, que além de interpretar o jornalista também adaptou o roteiro e levou duas indicações ao Oscar (roteiro adaptado + filme).  Enquanto podemos notar a protagonista do filme presa em suas convicções e tradições de família, Martin tenta colocar interrogações em qualquer coisa pronunciada por Philomena, especialmente na questão religiosa. A incansável busca deixa de tomar ares dramáticos e torna-se muito agradável por boa parte do tempo, tudo graças a esta ótima química entre os dois atores principais. Stephen Frears preferiu ser bem objetivo e fazer uma narrativa tradicional. Mas fico com o sentimento que o diretor poderia ter explorado mais algumas das lindas localidades mostradas na Irlanda.

Com uma boa dose de humor e críticas agudas a Igreja Católica Irlandesa e ao Partido Republicano dos Estados Unidos, Philomena foi uma das grandes surpresas do cinema britânico no ano passado.

NOTA: 7/10

IMDB

Agora sim posso dizer que vi todas os feature films indicados ao Oscar em todas as categorias. Só fico devendo The Invisible Woman, que será lançado oficialmente apenas no final deste mês. Em breve vou postar minhas apostas para o Academy deste ano. Aguardem!

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